Vídeo

Fotografia

Ficha Artística e Técnica

a partir do romance de

José Saramago

Dramaturgia e Encenação

Hélder Mateus da Costa

Cenografia

A Barraca

 

Com

Adérito Lopes  - Ricardo Reis

Carolina Parreira - Marcenda

João Maria Pinto - Dr. Sampaio / Espanhol Franquista / Ceguinho viola

Ruben  Garcia -  Fernando  Pessoa /Carregador  da  mala

Samuel Moura - Salvador

Sérgio Moras – Vitor/ Recrutador/ Saramago

Sónia Barradas  - Lídia

 

Iluminação e Vídeo

Paulo Vargues

 

Sonoplastia

Ricardo Santos

 

Apoio à Montagem

Fernando Belo

 

Design Gráfico e Fotografia de Cartaz

Arnaldo Costeira

 

Fotografia

Luis Rocha - MEF

 

Spot Divulgação

João Goes

 

Relações Públicas e Produção

Inês Costa, Paula Coelho

 

Estreia no TeatroCinearte,  6 de Julho 2016

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Sessões às quintas-feiras e sextas-feiras, às 10h00 e às 11h45, a partir de Janeiro de 2018

 

1936, o Ano da morte de Ricardo Reis

a partir do romance de José Saramago
um espectáculo de Hélder Mateus da Costa

 

Este belo e profundo romance convida a uma reflexão dramatúrgica muito entusiasmante.
Começa pela invenção do encontro entre Fernando Pessoa já falecido e o heterónimo Ricardo Reis, com casos reais de sexo e paixão, também de ambiente surdo, falso e pesado, e porque fala com humor da relação criador / “obra / figura/personagem”.
Além disso, define como protagonista principal da obra, o ANO em que a trama se desenvolve.

E que ANO!!??

1936! Alguns dados... Comemoração dos 10 anos do golpe militar de 28 de Maio de 1926 que foi o pontapé de saída para o início do fascismo, especialização da polícia política com o apoio da Gestapo, fundação da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e campo de concentração do Tarrafal… Mussolini invade a Etiópia com o silêncio cúmplice das casas Reais Europeias, Hitler intensifica o ataque aos judeus, começo da guerra civil de Espanha…
Nos tempos de hoje, de frágil memória, menoridade cívica e ética, fundamentalismos, militarismos, imperialismo financeiro gerando miséria e horror Universais, renascendo a tenebrosa fénix nazi-fascista, aqui está uma obra que demonstra que as convulsões sociais nunca - infelizmente - , passaram a “coisa” datada e de dispensável interesse arqueológico.

Hélder Mateus da Costa

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