Ficha Artística e Técnica

Texto

Federico García Lorca

Encenação

Maria do Céu Guerra

Elenco

Rita Lello

Mariana Abrunheiro

Adriana Queiroz

Paula Guedes

João Maria Pinto

Ruben Garcia

Sérgio Moras

Adérito Lopes

Sónia Barradas

Samuel Moura

Cláudio Castro

Henrique Abrantes

e a estreante Carolina Medeiros

Tradução

Miguel Martins

Cenografia

Miguel Figueiredo

Figurinos

Maria do Céu Guerra

Costureira

Alda Cabrita

Música e arranjos

Zé Pato

Técnico Luz

Paulo Vargues e Fernando Belo

Assistência de encenação

Rita Soares

Técnico som

Ricardo Santos

Video

Paulo Vargues

Design Gráfico e cartaz

Arnaldo Costeira

Imagem de Cartaz

Mimi Tavares

Fotografia

Ricardo Rodrigues

Produção

Inês Costa, Paula Coelho, Rita Soares

Comunicação Digital

Elsa Lourenço

Mestre Carpinteiro

Mário Dias

 

Estreia no TeatroCinearte,  10 de Outubro 2017

O Texto

Obra de Teatro do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca baseada na vida e lenda de Mariana Pineda Muñoz, figura destacada da resistência liberal (chamada no tempo de Anarquista) à tirania de Fernando VII na Espanha do séc. XlX. Estreou-se em 1927. Escrita pelo poeta entre 1923 e 1925, a primeira montagem foi dirigida pelo autor, teve cenário de Salvador Dali sendo a protagonista a grande actriz catalã, intérprete maior de Lorca Margarita Xirgú, ambos amigos e colaboradores da Companhia A Barraca de Lorca, cujo projecto inspirou A Barraca de Portugal.

O Autor evitou o tratamento político da protagonista, fazendo dela uma personagem romântica, uma amorosa de profundo recorte ético.

Garcia Lorca quis criar uma heroína da Liberdade em tempo de opressão. Mas apoiou o texto politico com uma história de amor. Amor que se ergue contra o abuso do homem sobre a vontade da mulher, amor que prefere a morte a ceder à prepotência.

 

O Espectáculo

A Guerra Civil de Espanha e o assassinato de Federico Garcia Lorca fizeram com que Margarita Xirgú actriz preferida de Federico se exilasse na América Latina onde apresentou o seu trabalho em Cuba, Argentina, México, Chile e Uruguai. É neste país que a actriz fixa residência, cria uma escola de Teatro que vem a ter o seu nome. É nesse pais que representa Mariana Pineda até ao fim dos seus dias. Sem nunca mais ter voltado a Espanha.

Lorca escreveu música e fez desenhos para esta peça onde trabalhou a lenda e não a história da heroína romântica. Dividiu a obra em quadros. Escreveu-a em verso. Fê-la acompanhar de canções. O poeta Miguel Martins que traduz esta nossa versão, procura na sua tradução chegar à linguagem supostamente ingénua de Lorca. É de uma lenda que se trata, chegar ao povo é o objectivo de A Barraca de Lorca.

O espectáculo tem encenação de Maria do Céu Guerra e a protagonista será interpretada por Rita Lello com a participação dos restantes actores da Barraca.

As vozes de Mariana Abrunheiro e de José Pato e a participação de Adriana Queiroz representarão o erudito e o popular  da música de Federico Garcia Lorca, entre o pranto e a festa. Ao escultor Miguel Figueiredo caberá a responsabilidade de passar a cenografia os esboços de Lorca.

 

 

Portugal assumiu uma posição de vanguarda, comparativamente ao resto da Europa, relativamente à Abolição da Pena de Morte. Foi Portugal o primeiro país a adoptá-la sob a forma de lei na reforma penal de 1867. O facto de estarmos a celebrar este ano um acto que nos tornou maiores e ainda hoje nos honra, dá um especial relevo à montagem desta obra de Federico García Lorca.

Mariana Pineda foi levada ao garrote a 26 de Maio de 1831. Tinha 27 anos. Em Portugal, país de tolerância,  a partir do reinado de D. Maria I, deixou de vigorar a pena de morte aplicada a mulheres.

O facto de se celebrar este ano em Portugal os 150 anos da Abolição da Pena de Morte torna este espectáculo particularmente marcante mormente quando em muitos Estados se fala  em rasgar este acto grandioso em que Portugal teve um papel de vanguarda.

 

Itinerância

FINTA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO ACERT
7 de Dezembro, Auditório 1, 21h45

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